Primeiras Impressões: Mato Seihei no Slave  2ª Temporada Cores mais vivas, correntes mais apertadas e um jogo de poder que só está começando

Alex Kurt
(redator)
Mato Seihei no Slave  2ª Temporada
© Mato Seihei no Slave  2ª Temporada

Ficha Técnica – Mato Seihei no Slave  2ª Temporada

Gênero: Ação, Aventura, Enchi, Fantasia, Harem
Estúdios:
Passione, Hayabusa Film
Origem:
Mangá
Data de estreia:
8 de janeiro

O primeiro episódio da segunda temporada de Mato Seihei no Slave chega com a missão clara de reposicionar a série depois de uma estreia que dividiu opiniões, mas conquistou um público fiel. O sentimento aqui é de continuidade com refinamento: a mesma obra provocativa, consciente de seu apelo, agora embalada por um visual mais confiante e uma direção que parece entender melhor o próprio exagero. Não é um retorno tímido — é um retorno assumido.

Mato Seihei no Slave  2ª Temporada
© Mato Seihei no Slave  2ª Temporada

Sinopse:

Quando portais para a dimensão “Mato” surgem pelo Japão, mulheres passam a receber poderes especiais graças aos “Pêssegos”, enquanto monstros chamados Yomotsu Shuuki ameaçam o mundo. Para combatê-los, nasce o Corpo Anti-demônio. Perdido em Mato, o estudante Yuuki Wakura é salvo por Kyouka Uzen, líder da Sétima Unidade, que o recruta de uma forma nada convencional: tornando-se seu “escravo”, papel essencial para liberar todo o seu poder — e que acaba sendo mais curioso (e prazeroso) do que ele imaginava.

Narrativamente, o episódio faz o básico com eficiência. Somos reapresentados a Yuuki, Kyouka e ao núcleo da 7ª Divisão, além da missão contínua de enfrentar os Shuuki no perigoso reino de Mato. Há fanservice, sim, mas ele funciona mais como assinatura da série do que como distração gratuita. O ponto central, porém, está na ampliação do tabuleiro: novos comandantes entram em cena, a hierarquia se torna mais complexa e o conflito deixa de ser apenas físico para se tornar político e simbólico.

Mato Seihei no Slave  2ª Temporada
© Mato Seihei no Slave  2ª Temporada

A troca de estúdio para o Passione é sentida imediatamente. As cores estão mais vibrantes, o design dos personagens mais limpo e a composição entre animação 2D e elementos em 3D finalmente encontra equilíbrio sob os céus escuros e opressivos de Mato. A direção opta por enquadramentos que valorizam tanto a ação quanto o impacto visual dos personagens — e, conhecendo o estúdio, não há qualquer pudor em exaltar curvas, presença e tensão corporal. É exagerado? Sim. Mas é um exagero consciente e tecnicamente melhor executado do que antes.

Mato Seihei no Slave  2ª Temporada
© Mato Seihei no Slave  2ª Temporada

O roteiro, por outro lado, tropeça levemente no excesso de informação. A apresentação de muitos novos rostos em sequência cria um episódio carregado de exposição, que pode soar confuso para quem não revisitou a primeira temporada recentemente. Ainda assim, há um acerto importante: a introdução de Ren Yamashiro, a comandante suprema. Sua presença muda completamente a dinâmica de poder e cria um novo eixo de rivalidade e submissão que promete render conflitos deliciosamente desconfortáveis — especialmente para Kyouka e para o já emocionalmente fragmentado Yuuki.

Mato Seihei no Slave  2ª Temporada
© Mato Seihei no Slave  2ª Temporada

Expectativas:

Como primeiras impressões, o episódio cumpre seu papel: estabelece o tom, melhora o visual e planta sementes narrativas que podem florescer — ou sufocar — dependendo do ritmo dos próximos capítulos. Mato Seihei no Slave segue sendo uma obra ousada, imperfeita, mas curiosamente honesta sobre o que quer ser. Se a temporada conseguir equilibrar melhor exposição, ação e desenvolvimento de personagens, temos aqui uma continuação mais sólida do que muitos esperavam.

Nota: 4,0/5,0


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