MAO: Amar Também Pode ser uma Maldição

Para os desavisados, MAO é um anime baseado na obra de Rumiko Takahashi, criadora de InuYasha e Ranma ½. Eu, particularmente, sou um grande fã da Rumiko-sensei desde que assisti a InuYasha pela primeira vez.
E, para quem, assim como eu, já havia assistido a outras obras da autora, é provável que o primeiro pensamento ao assistir a MAO seja fazer paralelos.
Afinal, este anime é quase uma reciclagem de InuYasha. Trama, complicações, personagens, dramas amorosos: tudo o que vimos antes se repete aqui. E não que isso seja uma crítica negativa à obra. Tome isto apenas como um comentário adicional.
Contudo, apesar dos pesares, MAO possui suas glórias. De todos os elementos apresentados no anime, o que mais me chamou a atenção, principalmente a partir da segunda parte, foi a maneira como o amor e as maldições foram desenvolvidos.

Afinal, do que se trata o anime MAO
Aqui, acompanhamos uma jovem chamada Nanoka, que, misteriosamente, sobrevive a um acidente. Posteriormente, descobrimos o porquê de sua sobrevivência “milagrosa”. Mas o ponto está no que acontece depois desse ocorrido, quando o anime começa a desenrolar sua trama.
Nanoka possui a habilidade de voltar para o Japão da Era Taisho, onde encontra um homem chamado Mao. A partir daí, eles enfrentam uma série de eventos sobrenaturais a fim de encontrar o principal responsável por tudo o que acontece naquele universo e obter respostas.
Durante esse processo, Nanoka acaba se apaixonando por Mao, que, por sua vez, era e ainda é apaixonado por uma mulher que não pode mais ter.

Mais adiante, descobrimos que uma das responsáveis pelo que acontecia naquele lugar era uma mulher que também estava apaixonada por Mao havia anos, mas ele nunca teve conhecimento disso.
Ou seja, em resumo, MAO é uma grande bagunça amorosa, uma galera sofrendo de amor platônico enquanto tenta seguir a vida.
Por esse motivo, acompanhar personagens presos entre o passado, a afeição e a impossibilidade de amar se tornou um dos pontos mais interessantes para mim, porque é possível vê-los sentir profundamente sem necessariamente viver um romance. E isso, aqui, é algo trágico.
E sobre as maldições do anime? Vão além do sobrenatural?
No que tange às maldições, além do próprio sobrenatural, há uma cena em específico que chama bastante a atenção, quando um dos personagens comenta que as palavras imbuídas de sentimentos e dirigidas a alguém com determinado propósito também podem ser uma maldição.
É interessante pensar que isso é algo tão profundo, um ensinamento que a própria Bíblia Sagrada já trouxe. Em Tiago 3:9-10, a Bíblia diz o seguinte:
“Com a língua bendizemos ao Senhor e Pai e com ela amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus. Da mesma boca procedem bênção e maldição. Meus irmãos, isso não está certo!”.
MAO, nesse momento, quis evidenciar algo impactante de uma maneira simples, mostrando que não é preciso recorrer ao sobrenatural ou a eventos inexplicáveis para que alguém seja afetado ou sofra terríveis consequências. Às vezes, simples palavras possuem esse poder.

Considerações finais sobre o anime MAO
Por fim, para quem ainda não assistiu a MAO, fica aqui a recomendação, porque vale a pena. O anime tem, ao todo, 26 episódios. O mangá ainda está em publicação. Até o momento, a série já conta com 31 volumes encadernados, lançados no Japão.