Primeiras Impressões: Psyren

Ficha Técnica – Psyren
Gênero: Ação, Jogo De Alto Risco, Psicológico, Romance, Ficção Científica, Shounen, Jogo De Estratégia, Superpoderes, Sobrenatural, Suspense
Estúdio: Satelight
Origem: Mangá
Data de estreia: 5 de outubro de 2026
Para quem gosta de histórias que começam com um simples mistério e rapidamente colocam seus protagonistas em situações completamente fora da realidade, Psyren chega com uma proposta bastante interessante. O primeiro episódio apresenta Ageha Yoshina, um estudante que ganha dinheiro resolvendo problemas para outras pessoas, até encontrar um misterioso cartão telefônico vermelho ligado a uma lenda urbana.
Nesse cenário, surge sua amiga de infância, Sakurako Amamiya, que desaparece misteriosamente depois de pedir sua ajuda. A partir daí, Ageha começa a investigar o cartão que encontrou após atender uma ligação telefônica de uma cabine e acaba descobrindo que ele está relacionado ao misterioso Psyren, uma organização envolvida em uma série de desaparecimentos.
O que mais me chamou atenção nesse início é justamente a forma como a obra constrói seu mistério. O uso de cartões telefônicos e telefones públicos pode parecer bastante antigo para os padrões atuais, até porque a obra é uma das últimas da Shonen Jump dos anos 2000 de sucesso. Contudo, esse cenário cria uma identidade curiosa para a história. Existe algo quase nostálgico nessa escolha, principalmente quando um objeto tão comum se transforma na porta de entrada para algo completamente desconhecido.
Depois de seguir as pistas e entrar em contato com a organização, Ageha finalmente entende que tudo aquilo que parecia apenas uma lenda urbana se transforma em uma situação de vida ou morte. Ao ser transportado para um cenário completamente diferente, uma paisagem devastada e repleta de criaturas perigosas, fica claro que o chamado “paraíso” prometido pela lenda está muito longe de ser aquilo que aparentava.
Gostei principalmente de como o episódio guarda essa mudança para o momento certo. A primeira parte trabalha mais o mistério e a investigação, enquanto a chegada a Psyren muda completamente o ritmo e estabelece o verdadeiro gênero da obra. É nesse ponto que a série finalmente mostra o potencial de sua proposta.

Sinopse:
Ageha Yoshina é um estudante confiante do ensino médio que ajuda os outros mediante pagamento. No caminho de volta de um trabalho, ele encontra um cartão de visita estranho com a palavra “Psyren” impressa, deixado em uma cabine telefônica, e decide guardá-lo, sem saber qual é seu propósito. No dia seguinte, Ageha descobre que sua colega de classe Sakurako Amamiya tem exatamente o mesmo cartão de visita em sua posse. Quando ele a questiona, Sakurako pede que ele a salve, sinalizando o dia em que seus problemas começarão. Confusa com as circunstâncias desse encontro, Ageha percebe que algo está errado quando Sakurako desaparece. Na tentativa de entender o que está acontecendo, ele decide ligar para o número fornecido no cartão de chamadas e recebe uma série de perguntas de uma voz misteriosa, terminando com uma última pergunta enigmática: “Você gostaria de ir para Psyren?” Assim começa a participação de dois adolescentes em um jogo de vida ou morte dentro de um mundo estranho habitado por monstros chamado Tabu. Com a habilidade de usar poderes psíquicos conhecidos como PSI, a dupla luta para retornar ao lugar que chamam de lar.

Expectativas:
A obra começa com uma mistura interessante de mistério, ficção científica e sobrevivência, mas ainda deixa muitas perguntas no ar. O primeiro episódio apresenta um mundo que parece esconder muito mais do que aquilo que conseguimos enxergar inicialmente. Agora, minha curiosidade fica justamente em descobrir quais são as regras desse lugar e o que realmente está por trás de Psyren. Se a obra souber aproveitar esse cenário e desenvolver seus mistérios aos poucos, podemos ter uma jornada bastante interessante pela frente.