Primeiras Impressões – MAO O passado e presente ligados por Rumiko Takahashi!

Josué Fraga Costa
(Redator)

MAO
© MAO

Ficha Técnica: MAO

Gênero: Ação, Sobrenatural, Mistério
Estúdio: Sunrise
Diretor: Satou Teruo
Origem: Mangá
Data de estreia: 4 de abril de 2026

Rumiko Takahashi é uma autora que dispensa apresentações — aliás, diria que merece um livro para mostrar de sua genialidade no ramo do entretenimento, bem como no setor cultural! Urusei Yatsura, Ranma ½ e InuYasha simplesmente transformaram o cenário autoral japonês, e cada uma fazendo sucesso e contribuindo no ecossistema de animes. Urusei Yatsura veio com as aberturas de um minuto e meio, e junto de Ranma ½, influenciaram o cenário das comédias românticas. InuYasha foi um que apresentou mais do âmago cultural japonês, bem antes de Naruto apresentar Kaguya e Amaterasu ao mundo.

E Rumiko parece ser a pessoa certa para apresentar o folclore japonês com muita classe e afinco. Não que existam outras obras do tipo mais novas, como Bucchigire que analisei anos atrás, aqui mesmo! Porém, ao misturar o folclore lúdico deles com a estética superior e marcante da autora japonesa, o combo fatalmente forte está formado, e MAO é o resultado disso!

MAO
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Aqui, um formato muito similar ao de InuYasha, só que a protagonista, Nanoka Kiba, não será mero elo do enredo, terá também poderes a ser descobertos e revelados a si. Ela tem a capacidade de transitar entre épocas, e como veremos ao decorrer da obra, ligadas a fatídica tragédia ocorrida com seus pais quando pequena.

Sinopse:

Nanoka Kiba é uma estudante que, oito anos após sobreviver a um acidente bizarro, acaba sendo transportada para a Era Taisho do Japão ao atravessar um portal em um shopping abandonado. Lá, ela conhece Mao, um exorcista cercado de mistérios que carrega uma maldição terrível e busca por um gato demônio que mudou seu destino séculos atrás. Nanoka descobre que ela mesma possui habilidades espirituais ligadas ao seu acidente passado. Juntos, eles começam a investigar casos sobrenaturais enquanto tentam desvendar a verdade por trás de suas próprias vidas e da conexão sombria que os une.

Expectativas:

A obra está bela em todos os sentidos: animação, arte gráfica, fotografia, apoiado por um enredo com o potencial de entretenimento que obras da gigante Rumiko Takahashi possuem. Pode conferir em toda a Temporada de Primavera, e dificilmente encontrará algo do gênero para sequer rivalizar em termos de enredo. É claro, como primeiro episódio, algumas coisas não estão completamente respondidas, mas não está num nevoeiro de Silent Hill.

MAO
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Só tenho uma ressalva: está em transmissão em todo o Ocidente no Disney+. E não tenho como perdoar uma plataforma que conseguiu transformar uma das grandes obras japonesas, como Bleach, em algo irrelevante — ainda mais no arco mais decisivo e estrondoso da saga. Já pude trazer boas obras por lá transmitidas, e até dubladas, como Medalist, que simplesmente não existem no vocabulário do otaku médio.

Mas, vale acompanhar sem medo de ser feliz. Foi um bom presente de aniversário que ganhei, visto que quando nasci num longínquo 4 de abril de 1997, Rumiko já era famosa e suas obras já eram conhecidas do público. É uma dádiva estar vivo para acompanhar uma das melhores autoras do mundo, e com uma temática desfavorecida no cenário de animes mais recente, e que vale à pena conferir!

Notas: 4.0/5.0


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