
Estou lendo Gantz há alguns meses, e se tem algo que posso afirmar de maneira categórica é que eu não faço ideia do que está acontecendo neste mangá. Utilizando daquela velha e clichê expressão: “quem conhece Hiroya Oku, sabe”. Esse é um dos mangakás mais insanos dos últimos tempos. Suas propostas são, no mínimo, inusitadas. Por meio de uma série de maluquices e eventos randômicos, ele entrega uma narrativa permeada de conceitos filosóficos e até mesmo existenciais.
Em Gantz não é diferente. E, dado esses fatos, este artigo é uma primeira impressão. Até o momento da produção deste artigo, já li mais de 200 capítulos. E, até agora, muita coisa não faz sentido na obra. Muitas pontas soltas e nenhuma resposta satisfatória. E não entenda isso como uma crítica negativa. Muito pelo contrário. Estou absorto pela trama.
Esse texto é mais uma manifestação do meu desejo de fazer com que mais pessoas conheçam a obra, além de querer compartilhar também minha experiência. Não ofereço nenhuma garantia de que voltarei a escreverei uma análise final quando concluir o mangá. Talvez sim, talvez não. Quem sabe?! Mas, para você que nunca ouviu falar de Gantz, esse texto vai funcionar para te inserir neste universo caótico.

Premissa e conceito da história de Gantz
Em Gantz seguimos Kei Kurono. Claro que não somente ele, mas a história se desenvolve por meio da ótica dele. Aliás, um dos pontos mais fortes deste mangá é o desenvolvimento de personagem. Ao longo dos volumes, muitos personagens vão dando as caras e contribuindo para a história. Enquanto alguns passam uma ideia de desaprovação desde o início, outros aparentam ser pessoas com boas qualidades. Mas o tempo vai revelando cada personalidade.
No que tange ao roteiro, de maneira pragmática, aqui acompanhamos pessoas que morrem e são transferidas para uma sala vazia onde existe uma grande esfera preta no meio. Essa esfera é chamada de Gantz. Ela dá ordens para essas pessoas que morreram para exterminar alienígenas. O mais curioso é que tudo acontece dentro do Japão.
Enquanto que no início, a compreensão de tudo parte para um viés voltado para acreditar que tudo é um jogo, quanto mais lemos, mais parece que, na verdade, tudo aquilo é real. Mas o pior é perceber que, a cada batalha enfrentada, os personagens parecem perder um pouco de sua humanidade. Além do mais, por ser um mangá com muita rotatividade de personagens, é difícil criar vínculo com eles, com exceção dos principais, que ganham mais “tempo de tela”.

Violência, ação e impacto visual das cenas
Além da narrativa transtornada, outro ponto alto da obra, é sua violência extrema. O mangá tem um grande foco na ação e nos movimentos. Há poucos diálogos nas páginas, o que é bom para quem gosta desse tipo de leitura. Por esse motivo, é fácil perder a noção do tempo lendo Gantz. Ademais, existem muitas cenas pesadas, o famoso “gore”.
Então, aqui entra um ponto de atenção: se você não gosta desse tipo de história, Gantz talvez não seja uma boa recomendação de leitura para você. Mas não para por aí. O mangá também apela bastante ao conteúdo sexual, com muitas cenas de sexo quase explícitas. Apesar de tudo isso, essa é uma daqueles histórias que se sustentam com a premissa do mistério.
A incógnita é tão grande que mantém o leitor engajado a fim de, em algum momento, descobrir a verdade por trás daquele mundo insano. Aliens, vampiros, segredos… tudo isso e mais um pouco transforma Gantz em uma experiência viciante e inesquecível para quem decide dar uma chance para essa “bizarrice” criada por Hiroya Oku.


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