Voz Roubada: Kenjiro Tsuda Processa TikTok em Ação Histórica Contra IA no Japão Famoso dublador de Nanami (Jujutsu Kaisen) exige remoção de vídeos que usam clones de sua voz gerados por Inteligência Artificial para lucrar na plataforma.

Kenjiro Tsuda
© Kenjiro Tsuda

Eu vim ver o processo:

O mercado de dublagem japonês e a indústria global de tecnologia acompanham com atenção o Tribunal Distrital de Tóquio. O renomado dublador Kenjiro Tsuda abriu um processo judicial contra o TikTok devido ao uso não autorizado de clones de sua voz gerados por Inteligência Artificial (IA). O caso é considerado o primeiro grande processo do Japão focado em clonagem vocal por IA envolvendo uma celebridade de alto escalão. Tsuda é mundialmente famoso por dar voz a personagens icônicos dos animes, como Kento Nanami em Jujutsu Kaisen, Seto Kaiba em Yu-Gi-Oh! e Overhaul em My Hero Academia. Sua voz rouca, profunda e de tom maduro é uma de suas marcas registradas mais valiosas.

 

Kenjiro Tsuda
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Fraude Financeira e Provas do Caso:

A ação legal foi motivada após a defesa de Tsuda identificar pelo menos 188 vídeos no TikTok que utilizavam ferramentas de IA generativa para imitar com precisão o ator. Os conteúdos clonados foram publicados por uma conta específica que lucrava cerca de 750 mil ienes por mês (aproximadamente R$ 24 mil) surfando na popularidade do dublador.

Para comprovar que o público estava sendo enganado, a equipe jurídica do artista utilizou os comentários dos próprios usuários da rede social. Mensagens como “parece a voz de Tsuda Kenjiro” foram anexadas como evidências de que a IA clonou a identidade do ator com sucesso. O dublador exige a remoção imediata de todos os vídeos e compensações financeiras por danos morais e materiais.

Kenjiro Tsuda
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A Defesa do TikTok:

A operadora do TikTok contestou formalmente as acusações no tribunal. A defesa da plataforma argumentou que a voz de Tsuda é genérica e que o valor comercial dos vídeos curtos não deriva da performance vocal do ator. Além disso, a empresa sustentou que a plataforma não deveria ser responsabilizada diretamente pelo conteúdo criado por terceiros. O desfecho deste julgamento promete criar um precedente crucial para o direito de personalidade e para a regulamentação de direitos autorais na era da IA generativa.

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