Primeiras Impressões: Classroom of the Elite 4ª Temporada O Segundo Ano começa mais frio, mais cru e muito mais pessoal

Alex Kurt
(redator)
©Youkoso Jitsuryoku Shijou Shugi no Kyoushitsu e

Ficha Técnica – Classroom of the Elite 4ª Temporada

Gênero: Drama Psicológico, Thriller, Escolar
Estúdio: Lerche
Diretor: Masahiko Ohta
Roteirista: Shogo Kinugasa
Origem: Light Novel (Arco do 2º Ano, Volume 1)
Data de estreia: 1º de abril de 2026

Sinopse:

 A história entra no arco do Segundo Ano. Após sobreviverem aos exames intensos do primeiro ano, Kiyotaka Ayanokouji e seus colegas de classe enfrentam novos desafios. Além das regras escolares que mudam drasticamente, novos alunos do primeiro ano entram em cena, alguns dos quais parecem ter sido enviados especificamente da White Room para expulsar Ayanokouji. O jogo de xadrez mental sobe de nível em um ambiente onde ninguém é o que parece.

Youkoso Jitsuryoku Shijou Shugi no Kyoushitsu e
© Lerche / Youkoso Jitsuryoku Shijou Shugi no Kyoushitsu e

A espera acabou. A quarta temporada de Classroom of the Elite estreia nos jogando direto no tão aguardado arco do Segundo Ano, e o início é exatamente como eu esperava: mais incômodo do que confortável. Existe algo diferente no ar nesta nova fase. A escola continua sendo aquele palco elegante de jogos mentais, mas agora a execução parece mais direta, quase clínica. Não é mais apenas sobre competição de classes; é sobre exposição total.

A história não perde tempo com recapitulações e nos apresenta o OAA (sigla para Overall Academic Ability – ou Avaliação de Habilidade Geral). Para o leitor entender a gravidade: imagine um aplicativo que funciona como um “ranking de RPG” em tempo real, onde as notas, o físico e o social de cada aluno são expostos para todos. Para uma série onde a informação sempre foi a moeda mais valiosa e secreta, essa mudança é um choque. O sistema escancara fraquezas e destrói esconderijos, forçando os gênios que preferiam as sombras a se revelarem.

Youkoso Jitsuryoku Shijou Shugi no Kyoushitsu e
© Lerche / Youkoso Jitsuryoku Shijou Shugi no Kyoushitsu e

A dinâmica de formar duplas entre calouros e veteranos eleva a tensão a um novo patamar. Enquanto acompanhamos a estratégia de Horikita, agora muito mais firme em seu papel de liderança, sentimos a sombra da Sala Branca deixar de ser um conceito distante para se tornar uma ameaça presente. A direção de Masahiko Ohta acerta ao não precisar “gritar” esse perigo; ele simplesmente o deixa pairando em cada close-up vazio de Ayanokoji, cujo olhar continua dizendo muito mais que qualquer diálogo.

Youkoso Jitsuryoku Shijou Shugi no Kyoushitsu e
© Lerche / Youkoso Jitsuryoku Shijou Shugi no Kyoushitsu e

Não dá para falar dessa estreia sem mencionar a nova abertura. A música “MONSTER”, interpretada pela poderosa voz de Eir Aoi, injeta uma urgência sombria que o tema pedia. Visualmente, a abertura abandona o tom mais “estético” das anteriores para focar em simbolismos de caça e vigilância. A letra e o ritmo acelerado parecem um aviso: o “monstro” interior de Ayanokoji está sendo cercado. É o tipo de música que você não quer pular, pois ela prepara o seu estado de espírito para a tensão que vem a seguir.

No roteiro, a mão de Shogo Kinugasa é nítida. O tabuleiro foi reconstruído com inteligência. Karuizawa continua ganhando camadas que justificam sua popularidade com os fãs, mas são os novos alunos que roubam a cena. A chegada de figuras como o agressivo Housen e a enigmática Nanase quebra o equilíbrio de forças, provando que o “paraíso” de Ayanokoji está com os dias contados.

Tecnicamente, o estúdio Lerche mantém a identidade visual, mas aposta em enquadramentos mais fechados, criando a sensação de que estamos observando algo proibido. Embora existam oscilações pontuais na consistência da animação, nada compromete a experiência. A trilha sonora continua cirúrgica, mantendo a pulsação baixa e a tensão alta.

Youkoso Jitsuryoku Shijou Shugi no Kyoushitsu e
© Lerche / Youkoso Jitsuryoku Shijou Shugi no Kyoushitsu e

Veredito: Vale a pena continuar?

Este primeiro episódio prefere plantar peças a entregar explosões baratas. É um começo cerebral que recompensa quem presta atenção aos detalhes. Para quem acompanha a light novel ou mesmo mangá, o ritmo pode parecer acelerado, mas para o formato de animação, funciona como um convite irresistível para a temporada mais intensa até agora. O jogo mudou. E desta vez, as regras não protegem ninguém.

Nota: 4,5/5


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