
Ficha Técnica – Jujutsu Kaisen Shimetsu Kaiyuu – Zenpen
Gênero: Ação, Fantasia, Sobrenatural, Shounen.
Estúdio: MAPPA
Diretor: Shouta Goshozono
Origem: Mangá
Data de estreia: 8 de janeiro de 2026
Se ainda existia alguma dúvida sobre o impacto do retorno de Jujutsu Kaisen, após os problemas de produção existentes durante a 2 temporada em alguns dos episódios, devido a alta demanda pela qualidade das cenas, logo de cara podemos tratar de eliminar essa suposição nos primeiros minutos desta estreia dupla. A nova fase da obra chega não apenas chega como continuação de uma história já consagrada, mas como uma afirmação artística: estamos diante do retorno de uma das franquias mais populares e influentes dos últimos tempos — e o nível de ambição segue altíssimo.

Desde a cena inicial, fica claro que o estúdio MAPPA mantém seu compromisso com uma produção que beira o exagero técnico. O visual chama atenção de imediato, com cenários densos, uso expressivo de sombras e uma paleta de cores que reforça o clima de caos e tensão constante. A atmosfera é pesada, quase sufocante, transmitindo a sensação de que não há mais espaço para erros ou respiros narrativos. As lutas não são apenas rápidas ou estilizadas — elas têm peso, continuidade e leitura clara, algo essencial em uma obra tão carregada de energia e violência. Os movimentos dos personagens, a fluidez das transições e o cuidado com pequenos detalhes (expressões, impactos, deformações de cenário) elevam o nível da experiência.
A direção artística é, sem exagero, um dos grandes protagonistas destes episódios. Cada enquadramento parece cuidadosamente pensado para impactar visualmente e emocionalmente o espectador. O uso de planos fechados intensifica a dramaticidade, enquanto os planos abertos reforçam a escala do conflito e a sensação de descontrole que permeia a narrativa. Em cada frame sentia uma sensação constante de que tudo está em movimento, mesmo nos momentos mais silenciosos. A animação nunca “descansa”, e isso ajuda a manter o espectador totalmente imerso.

A trilha sonora segue como um elemento fundamental da identidade da obra. Aqui, ela não serve apenas como acompanhamento, mas como ferramenta narrativa. Batidas mais graves, sons distorcidos e trilhas minimalistas ajudam a construir um clima de ameaça constante. O design de som merece destaque à parte: golpes soam pesados, impactos reverberam e o silêncio é usado de forma cirúrgica para gerar desconforto. Em vários momentos, a ausência de música fala tão alto quanto a trilha em si, criando pausas incômodas que antecedem explosões de violência ou tensão dramática.
Outro ponto que se destaca nessa estreia é a maturidade da narrativa. Shimetsu Kaiyuu – Zenpen, também conhecido popularmente como arco do Culling Game, não perde tempo com explicações excessivas ou recapitulações longas. A obra parte do princípio de que o público já conhece seu universo e optar por essa escolha traz uma sensação de confiança e respeito com quem acompanha a franquia. A história avança de forma firme, reforçando conflitos já estabelecidos e elevando o peso emocional das decisões dos personagens. O tom está mais sério, sombrio e mais desesperador do que a temporada anterior, deixando claro que as consequências agora são muito maiores do que os acontecimentos deixados pelo elogiado arco do Halloween de Shibuya.

Sinopse:
Jujutsu Kaisen: Shimetsu Kaiyuu – Zenpen (Jujutsu Kaisen: Jogo do Abate – Parte Um) é a terceira temporada da série anime, que adapta o arco “Jogo do Abate” (Culling Game) do mangá. Após os eventos devastadores do Incidente de Shibuya, o mundo da feitiçaria e dos não-feiticeiros mergulha no caos. O Jogo do Abate é ativado por Kenjaku, forçando feiticeiros e pessoas que despertaram habilidades amaldiçoadas a lutar e matar uns aos outros em um ritual de sobrevivência em grande escala. Yuji Itadori e seus aliados devem se unir a novos parceiros, como Yuta Okkotsu, para participar do jogo, enfrentar perigosos feiticeiros antigos e tentar impedir os planos de Kenjaku.

Expectativas:
No fim das contas, a estreia deste episódio duplo da primeira parte do arco entrega exatamente o que se espera de um retorno desse porte e ainda vai além. A estreia combina excelência técnica, identidade visual marcante e uma direção segura, reafirmando por que a obra se tornou um fenômeno global. Com animação de altíssimo nível, trilha sonora impactante e uma atmosfera carregada de tensão, Jujutsu Kaisen retorna não apenas como um sucesso de público, mas como uma referência artística dentro do anime moderno. Se este primeiro episódio já estabelece esse padrão, o que vem pela frente promete ser intenso, pesado e absolutamente memorável.

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