Primeiras Impressões: Hidarikiki no Eren Arte com pitadas de passional!

Josué Fraga Costa
(Redator)
Hidarikiki no Eren
©Hidarikiki no Eren

Ficha técnica: Hidarikiki no Eren (Eren, a Canhota)

Gênero: Drama, Arte;
Estúdio: Signal.MD e Production I.G;
Diretor: Suzuki Toshimasa;
Origem: Mangá;
Data de estreia: 8 de abril de 2026.

Devo dizer que estou realmente surpreso com esta escolha, ao mesmo tempo que embasbacado e sem muitas explanações sobre. Quando soltamos as Primeiras Impressões — até antes, no momento das escolhas, temos o seguinte: escolhemos as continuações de obras que já trouxemos aqui, como eu trouxe as três temporadas de MF Ghost, e mais algumas obras que sejam de nosso gosto em particular.

E depois de intensificar a entrega do meu livro (mais disso em breve), e após ver o UnitedCast sobre a temporada, realmente não soube muito bem o que escolher para a Primavera 2026, e fui na mera escolha gráfica, sem ir por tema em específico. E sendo bem honesto, não tem como trazer um paralelo com qualquer obra que tenha trazido para vocês. Eizouken é o que mais posso trazer de cabeça ao entrar no ramo da arte que tenha visto, e Blue Period, que minha querida Bolinho de Arroz trouxe quatro anos atrás, não foi algo que acompanhei, apesar de ser o mais próximo que consigo ver de proximidade de enredo — carregado de emoções e com um toque sensível de analítica sobre o ramo.

Hidarikiki no Eren
©Hidarikiki no Eren

A arte é um meio peculiar e altamente fragmentado em várias divisões — a minha sendo a música! E creio que esta peculiaridade é visível em todas as divisões: da arte cênica às danças, da música ao grafismo das estátuas. Se você levar em conta que na música temos de tudo um pouco, como o jazz e lo-fi, nem queira ver a turma gráfica, pois não é escolher se barroco ou art déco, vai numa conexão que é simplesmente difícil de explicar, de tão íntima que é ao artista.

Eren, a Canhota, vai especificamente nessa questão, e aqui entra a parte que não consigo explicar o que a obra tem a transmitir. Pois mostra um mundo com dois segmentos: passado e presente (dos mesmos personagens). Alternam entre o período escolar e a vida adulta, ao que o encerramento dá a entender, junto dos primeiros momentos do primeiro episódio. Não parei para ler o mangá e investigar a fundo o senso do enredo, e ainda não me cativou a fazê-lo, pelo menos por enquanto.

Pois Eren claramente é a protagonista com algum tipo de trauma ligada a arte, muito semelhante ao que ocorre em Your Lie in April (e prometo superar meu trauma e trazer a análise dele aqui) com Kousei Arima. Motivos? Circunstâncias? Quase que nada! O núcleo de personagens envolve tanto Eren, quanto Koichi Asakura, e Sayuri Katou, o elo entre os dois. Mas no encerramento, ambas moram juntas (casal?), e a relação com Koichi é tensa logo de cara, com um primeiro encontro tenso e acalorado sobre arte, e um segundo… bem… não muito ortodoxo (imagem abaixo).

Hidarikiki no Eren
©Hidarikiki no Eren

Ela entra num modo de loucura quando encontra artes que não lhe signifiquem algo, ou meramente feias. A obra também acaba disparando para vários lados, pois mostra que na adolescência, Kousei deseja seguir na arte, enquanto que seu pai não aprova tal escolha por “não dar dinheiro”, o que lida no velho embate artístico — tão velho quanto andar para frente. Sayuri demonstra ter afinco por ele, quase igual a Miki Okudera com Tsukasa Fujii em Your Name, mas não muito expressivo. Além da discussão sobre o que é a arte em si, o que resulta em três núcleos, numa ordem muito confusa inicialmente, apesar de interessante.

Sinopse:

Koichi Asakura trabalha em uma agência de publicidade e se esforça diariamente para se tornar alguém importante, apesar de se sentir um “comum” sem um talento brilhante. Ele vive assombrado pela memória de Eren Akari, uma garota canhota extremamente talentosa que ele conheceu no ensino médio. Enquanto Eren possui um gênio artístico avassalador que a isola do mundo, Koichi tenta desesperadamente deixar sua marca através do trabalho duro e da perseverança. A história salta entre o passado escolar e o presente profissional, explorando o que significa ser um gênio e o que resta para aqueles que não conseguiram se tornar um.

Expectativas:

Hidarikiki no Eren
©Hidarikiki no Eren

A animação em si é bem básica, e esperava mais ao tratar de um tópico de arte, pois a arte gráfica da obra é bonita e madura, não é o tipo de escolar convencional, o que ganha pontos comigo. Porém, três núcleos logo no primeiro episódio me parece demasiado: um romance entre Sayuri e Koichi, ou Sayuri com Eren? Outra discussão de aceitação da arte e sua aceitação como meio de vida, além de uma leve crítica localizada.

Muitas informações logo no começo são problemáticas demais para a somatória total, ainda mais alterando entre o passado e presente. É interessante, bem diferente na abordagem de animações medianas, mas, pode não ser um chamativo tão claro. Eu daria uma chance somente se for uma obra para se diferenciar de outras escolhas que você teve até aqui em 2026, e só! A obra está disponível e sem dublagem na Crunchyroll.

Notas: 3.5/5.0


ESCUTE no SPOTIFY
SUA OPINIÃO É IMPORTANTE. COMENTE AQUI!
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião
deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *