Getsuyoubi no Tawawa – Controvérsia continua no Japão Até a ONU se meteu no meio

Ana
(Supervisora da redação)
@anapnf
Getsuyoubi no Tawawa
©Getsuyoubi no Tawawa

Um político japonês deu sua opinião após a polêmica provocada por um anúncio de página inteira do mangá Getsuyoubi no Tawawa (Tawawa on Monday) no jornal financeiro Nihon Keizai. O membro do Partido Liberal Democrata (LDP) Kenzo Fujisue compartilhou uma foto sua segurando os volumes três e quatro do mangá de Kiseki Himura no Twitter. Seu post simplesmente dizia ‘Comprado!

Getsuyoubi no Tawawa
©Getsuyoubi no Tawawa

Fujisue foi eleito para a Câmara dos Consultores em 2004 e faz parte do Conselho de Mangá do governo. Ele criticou o apelo para alterar a Lei de Proibição de Prostituição Infantil e Pornografia Infantil para incluir diretrizes que restringem a representação de personagens menores de idade, com base em sugestões da Parceria Mundial para Acabar com a Violência Contra Crianças e do Comitê das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança.

A emenda criminalizaria a distribuição, fornecimento, venda, acesso, exibição e posse de imagens e representações de menores, ou aqueles que são representados principalmente como menores, praticando atos sexuais explícitos ou representações de partes do corpo sexual de um menor para fins sexuais. A petição também inclui emendas direcionadas à prostituição infantil, pornografia infantil, serviços que promovem a exploração sexual, como ‘serviços para meninas do ensino médio’ e erotismo infantil.

Fujisue se referiu à petição e afirmou que este regulamento afetaria negativamente a cultura do mangá e seria difícil de aplicar devido à subjetividade do que constitui ‘aparência de menor’, fazendo referência aos trabalhos de Osamu Tezuka. ‘Acho que também é um problema que os recursos da polícia sejam gastos na supressão de criações sem vítimas e não contribuam para salvar crianças reais.’

A série Getsuyoubi no Tawawa também atraiu comentários do criador do mangá Love Hina e aspirante a político Ken Akamatsu. Akamatsu comparou as críticas da organização global pela igualdade de gênero ONU Mulheres à “pressão externa” para regular a “liberdade de expressão do Japão, especialmente em relação a mangás, animes e jogos”, e afirmou que essa pressão não é nova. Explicou que essas regulamentações devem ser abordadas racionalmente e não obedecidas simplesmente porque uma parte externa o exige.

A ONU Mulheres enviou uma carta ao jornal Nihon Keizai em 11 de abril afirmando que o anúncio é “inaceitável” e pedindo mais esclarecimentos sobre a decisão de imprimi-lo. O anúncio apresentava a protagonista feminina, Aichan, de perfil em seu uniforme escolar. O texto diz: ‘Espero que esta seja uma semana maravilhosa.‘ A Kodansha postou o anúncio para promover o lançamento do quarto volume do mangá.

Fonte: Aqui

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