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Um Brinde a (In)Sensatez: (Não?!) Precisamos de Censura!? Poderia existir um motivo para tanta censura?

Fabio Andrade
Naruto
© Naruto / Pierrot

Vivemos em uma era onde devemos ter muito cuidado com o que falamos, fazemos, e – por incrível que pareça, com o que pensamos, qualquer “pisada em falso” pode ocasionar o que o cientista cognitivo Dan Sperber chama de “epidemiologia das representações”, ou seja, aquilo que chamamos de “memes”.

Voltaire tinha razão quando dizia que “Uma palavra mal colocada estraga o mais belo pensamento.” Porém, porque parece que vivemos “pisando em ovos”? Por que as pessoas estão tão intolerantes? Falar sobre censura seria como filosofar sobre o significado do significado, a vermelhidão do vermelho ou sobre as representações conceituais do conceito? Estaríamos perdendo tempo?

Naruto
© Naruto / Pierrot

Mesmo percebendo que existem indivíduos que vão do ceticismo mais rigoroso a ingenuidade mais aguda, meu pensamento é muito enraizado na ideia que não se partir de livros para resolver problemas, o certo é o contrário – assim acredito, entretanto, não me acho de forma nenhuma o “dono do saber” falo apenas como um peregrino, como alguém que vê em você leitor, uma companhia para conversar. Ivan o Terrível mandou matar um monge que lhe falava palavras indesejadas, peço que você tenha mais paciência comigo.

Afirmar de forma categórica o motivo por trás de vivermos em uma era onde muitas coisas são questionadas ou censuradas seria como se eu decidisse estar errado com precisão infinita, não são iguais todos os casos, existem coisas que realmente deveriam ser censuradas, outras não. Entretanto, o que muito se tem observado é que muitas pessoas censuram algo, não por aquela suposta ideia estar errada ou imoral, mas porque não gostam que outros indivíduos tenham pensamentos diferentes do seu.

Será que em nossa sociedade atual, estamos padecendo da falta de empatia? Isócrates que viveu a mais de um século disse: “Age em relação a seus pais como gostarias que teus filhos agissem em relação a ti”. Yogi Berra dizia: “Eu vou ao funeral das outras pessoas porque quero que venham no meu”. Talvez você esteja se perguntando onde eu quero chegar, o que estas citações tem a ver? Muitos simples, estamos aqui abordando a questão da simetria, dar um tratamento a alguém da mesma forma que eu gostaria que me dessem, eu não posso ser desleal ou até tentar ridicularizar um pensamento alheio só pelo fato de ser diferente do meu.

Naruto
© Naruto / Pierrot

A própria ideia da Constituição Brasileira é: Você pode praticar sua liberdade de religião, desde que me permita praticar a minha, você tem o direito de me contradizer, desde que eu também tenha o direito de contradizer você, não existe democracia sem simetria, o grande problema – repito, é limitar a liberdade de expressão com base no argumento que certas opiniões e pensamentos podem ferir os sentimentos de outras pessoas, mas na verdade, tais pensamentos são somente diferentes dos meus. O fato de uma pessoa ter um pensamento diferente não é ruim, cientificamente, opiniões diferentes podem enriquecer a pesquisa, pontos de vista – quando tem fundamentos sólidos, não deveriam ser desconsiderados, quando ponderamos sobre ideias diferentes, podemos nos deparar com a nossa própria ignorância sobre algum assunto, ter a mente aberta nos dá a possibilidade de poder mudar de opinião, como dizia Immanuel Kant: “O sábio pode mudar de opinião. O idiota nunca.”

Devemos ter muito cuidado para não estarmos “Ludis de alieno corio, ou seja, “brincando com a vida de alguém“, que possamos respeitar a opinião de nossos colegas, ainda que venhamos a discordar, que possamos respeitar, que possamos colocar como parâmetro uma outra frase de Voltaire que diz: “Não concordo com uma palavra do que dizes, mas defenderei até o último instante o teu direito de dizê-la.” Caso contrário, estaremos fazendo com que todos os indivíduos deitem na “cama de Procrustes”, e isso poderia levar a uma paralisia do pensamento.

Procrustes era um bandido que vivia na terra de Elêusis, dentro de sua casa ele tinha uma cama de ferro que tinha seu exato tamanho, todo viajante era obrigado por Procrustes a se deitar nessa cama, caso o hóspede fosse maior que a cama, ele amputava o excesso e os que tinham pequena estatura eram esticados até atingirem o comprimento da cama. Resumindo, nunca ninguém se ajustava exatamente ao tamanho da cama porque Procrustes, secretamente, tinha duas camas de tamanhos diferentes. Será que secretamente, estamos tão fechados em nossas ideias e pensamentos que nos tornamos incapazes de, muitas vezes, reconhecermos que estamos errados? Será que não estamos obrigando as pessoas ao nosso redor a deitar em “nossa cama de Procrustes“?

E ai, o que achou do post?

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Fabio AndradeFelipePeregrino Recent comment authors
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Peregrino
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Peregrino

muito bem elaborado , eu amei

Felipe
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Felipe

Gostei do seu texto parabéns, pior que é bem isso que está acontecendo 🙁