Vamos Falar de Re:Zero Com a reexibição do anime, ou uma nova exibição com a visão do diretor, fez-me relembrar emoções antigas e descobrir novas.

Josenilson Vinicius
(Pauteiro do UNITEDcast)
White Fox/Crunchyroll/Re:Zero kara Hajimeru Isekai Seikatsu
© White Fox/Crunchyroll/Re:Zero kara Hajimeru Isekai Seikatsu

Em abril de 2016 estava no ar na AT-X, AichiTV, TV Osaka, TV Tokyo e na Crunchyroll esse anime da obra de Nagatsuki Tappei que é serializado pela Kadokawa, Re:Zero kara Hajimeru Isekai Seikatsu (aportuguesando Re:Zero- Começando uma nova vida no outro mundo) apareceu para ser abraçado pelo meio otaku a tão ponto que mesmo tendo “reexibição” do que apresentou a quatro anos atrás nessa temporada, ainda esta sendo celebrada pelos fãs antigos e novos, mas não venho falar das diferenças pois eu assisti a primeira versão durante sua temporada de lançamento (abril de 2016) e como tenho uma memória falha para os mínimos detalhes decidi falar mais sobre algo que pouca gente repara pois não pensam sobre os personagens, não há necessidade em fazer isso se quiser, mas ajuda a racionalizar e entender um pouco sobre aquele personagem que você odeia, para entende-lo ou odia-lo, e sim irei falar do Subaru.

© White Fox/Crunchyroll/Re:Zero kara Hajimeru Isekai Seikatsu

“Aquele ignorante que abandonou minha waifu por aquela porta”, acalme-se shounen sei que Subaru não é um poço de inteligência pois ele não era um brilhante estudante do ensino médio antes de ser mergulhado num mundo quase totalmente diferente do que o nosso e muito menos ser grosso pois a casca dele, sim ele criou uma personalidade para poder interagir com os demais personagens pois ele era um hikikomori, é basicamente uma imaginação própria de um herói ideal;  mas não estou aqui para defendê-lo afinal de contas como um personagem humano ele possui vários defeitos, mas isso é uma qualidade do personagem, principalmente se compararmos a outros protagonistas de obras de outro mundo que surgiram recentemente, pois geralmente este tipo de personagem é “ovacionado” apenas pelo fato dele existir, independente dos poderes dele que geralmente tende a ser um Kirito em ALO, fora que ele não tem o roteiro ajudando-o, muito pelo contrário pois a graça da obra é o conflito dele com o mundo.

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E falando do mundo, ele é um defeito da obra, pelo menos na animação, pois não temos um foco enorme nele, mesmo com o roteiro necessitando disso para seu desenvolvimento, não chega a atrapalhar a experiência do anime, mas deixa algumas questões no ar e quando alguns pontos são apresentados parecem ser vagos, citando o episódio 6 dessa nova apresentação da série, seria algo entorno do episódio 12 e 13 da série “tradicional”, onde nos é mostrado as instituições desse reino sem um “peso” sobre sua representatividade, óbvio que no decorrer do episódio é mostrado como eles (os cavaleiros e os nobres) são importantes para a nação, mas deixa a vero-semelhança do mundo questionada, obviamente o lado místico desse mundo é como qualquer obra de outro mundo e que me faz lembrar no início do arco da mansão, como Subaru aprendeu a ler e acaba nos contando sobre o worldbuilding com duas histórias infantis, algo sensacional e fica engraçado o fato de estar revendo a série e re-entendendo alguns pontos que não tinha percebido na primeira passagem, como a importância do dragão ao reino, a lenda da bruxa e até mesmo o peso da historia dos dois onis, mas o que me marcou foi aquele diálogo da Ram com Roswaal pois na primeira passagem (exibição) eu pensei que ele fosse da seita da bruxa e apoiaria a Emilia para criar uma desestabilização no reino, mas agora penso que ele pode ser um membro da falecida família real e usará a mesma para voltar a ter destaque na aristocracia desta mística nação e por falar da mudança de conceito dos personagens, deu uma dor no coração aquele diálogo do Subaru com Wilheln sobre funções e amores pelo qual ele “defende” e foi engraçado rever o episódio 15 me fez gostar de Petelgeuse graças a incrível atuação de Matsuoka Yoshitsugu, para aqueles que não sabem/lembram é o dublador do Kirito de Sword Art Online, ele estava fantástico e ao lembrar que ele machucou a garganta durante sua atuação desse personagem amplia mais minha admiração ao mesmo, ainda tem Reinhard e Julius mas não são memoráveis.

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Por fim vamos abrir os portões do inferno: vamos falar das waifus, por design eu prefiro a Priscilla, apenas isso pois gosto de garotas que vestem renda dando um trabalho maior ao seu animador, mas partindo para polêmica: sou Team Emilia  primeiramente Felix é unanimidade pois temos Horie Yui no áudio japonês e Christiane Monteiro em terras tupiniquins, segundo em um confronto direto, sem uso de forças, prefiro alguém independente do que alguém que vive nas sombras do passado e não precisa ter medo/arrependimento dela, mas das cinco princesas prefiro a Crusch, muito por ser pro-ativa em relação as demais, afinal de contas ela teve a segunda metade da obra para se mostrar em relação aos demais, mas tambem ela sabe dosar momentos que é necessário parecer forte com momentos que é permitido um descanso.

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Por fim essa re-exibição possui suas mudanças em relação ao original, afinal de contas são treze episódios com uma duração média de 45 minutos, praticamente dois episódios de anime, mas com exceção desse arco atual, as diferenças ficam nos mínimos detalhes, a narrativa esta a mesma de 2016, mesmo com uma mudança nas legendas da Crunchyroll, para os novatos isso não irá incomodar pois essa mudança é para deixar mais próximo ao que os personagens falavam em japonês, alguns conselhos para vocês: nunca entrem nessa briga de waifus, todos sabem que Felix é a melhor, e segundo, se não gostaram da mudança no arco recente, tipo odiar Subaru pelo fato de errar então abdique da obra pois piora; essa reapresentação tem seu valor, principalmente para pessoas como eu, com memórias de peixe-palhaço, fatos, contos e até mesmo cenas reacendem nossa paixão por essa obra, já que na temporada que vem vai lançar sua continuação.

© White Fox/Crunchyroll/Re:Zero kara Hajimeru Isekai Seikatsu

Basicamente é a minha opinião sobre essa obra e não necessariamente a opinião do site, como podem ver provavelmente não será a mesma da sua então deixe nos comentários e lembrando eu não xinguei ninguém então façam o mesmo.

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Só o básico

Jader Ariel Coelho dos Santos
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Jader Ariel Coelho dos Santos

Sério eu disperdiçei minhas férias de 2016 quando fiquei sabendo que estava num hype maior que Boku no Hero nos ep 1 a 13 o anime é muito chato sem entendimento só depois do 15 ep ele prestou na guerra contra a Baleia Branca