Getsuyoubi no Tawawa: Especialistas avaliaram a recente controvérsia de Ai-chan "O anúncio de página inteira é enviesado apenas para a 'perspectiva masculina do desejo por carne feminina menor'"

Ana
(Supervisora da redação)
@anapnf
Getsuyoubi no Tawawa
©Getsuyoubi no Tawawa

Anteriormente comentamos sobre a polêmica gerada no Japão depois que Ai-chan, protagonista do mangá escrito e ilustrado por Kiseki Himura, Getsuyoubi no Tawawa (Tawawa on Monday), estrelou uma página inteira do jornal japonês Nihon Keizai Shimbun. Acontece que a natureza ecchi da colegial estrelando um jornal nacionalmente distribuído deixou alguns infelizes.

O popular portal Huffington Post publicou um artigo compilando ‘os três principais problemas que essa publicidade teve‘, e que escreveu o seguinte:

Um professor associado do Instituto de Tecnologia de Tóquio aponta três problemas principais com este anúncio de página inteira. A primeira é que a informação foi publicada nos principais jornais econômicos, que são lidos por pessoas de todos os grupos demográficos, de modo que a informação chegou até as pessoas que não quiseram ver. “O fato de existirem pessoas que lêem a Young Magazine e se deparam com esse anúncio não é problema algum. A questão mais importante é que a mídia falhou em proteger o ‘direito de não ter que ver o que você não quer ver’ de pessoas que não gostam de desenhos animados’, comentou a fonte.

“O segundo problema é que o jornal é visto como ‘fornecendo endosso social’ ao afirmar o ‘estereótipo’ (um estereótipo público) de que ‘homens heterossexuais exploram meninas menores de idade como objetos sexuais’ ao veicular o anúncio. “Ao ousar usar ilustrações de meninas do ensino médio, o anúncio transmite com confiança e amplitude a mensagem que a obra passa. O que acontece na obra é o apalpamento de meninas do ensino médio. No final, alguns podem entender que o jornal incentiva os homens adultos a se associarem com as meninas do ensino médio assim como faz na obra”, diz a fonte.”

“Outros países reprimiram anúncios que impedem a realização da igualdade de gênero. No Reino Unido, a Advertising Standards Association proibiu a publicidade que usa “estereótipos de gênero prejudiciais” a partir de 2019. O professor associado observa que “anúncios de página inteira deixaram claro que as empresas e a mídia japonesas ficaram para trás nessas tendências internacionais.”

“O terceiro problema é que o Nihon Keizai Shimbun, que colaborou com organizações internacionais para desenvolver ‘um esforço global para promover a igualdade de gênero e eliminar estereótipos prejudiciais por meio da mídia e da publicidade’, caiu em contradição com o próprio ‘reforço dos estereótipos de gênero’. O Nihon Keizai Shimbun, em colaboração com o escritório da ONU Mulheres no Japão, se posicionou para promover a igualdade de gênero na publicidade, por exemplo, organizando o “Prêmio de Publicidade de Empoderamento das Mulheres Nikkei”, que reconhece a publicidade que contribui para a igualdade de gênero”.

“O prêmio tem uma seção de avaliação chamada “3Ps”. Presença: As pessoas diversas estão incluídas? Perspectiva: Os pontos de vista de homens e mulheres são iguais? Personalidade: Eles são retratados como tendo personalidade e independência? A fonte comenta: “À luz desta regra, o anúncio de página inteira é enviesado apenas para a ‘perspectiva masculina do desejo por carne feminina menor’ e não leva em conta a ‘personalidade e independência’ das garotas de instituto que estão sendo observadas e tocadas”. Ao final, o departamento editorial comentou sobre o assunto: “Estamos cientes das diferentes opiniões em torno deste anúncio. Não respondemos a decisões individuais de posicionamento de anúncios.’

Fonte: Aqui!

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