Ijiranaide, Nagatoro-san: episódios 01 e 02– Uma pequena notável. O início das desventuras de um senpai para lá de atrapalhado.

Josenilson Vinicius
(Pauteiro do UNITEDcast)
Ijiranaide, Nagatoro-san/Crunchyroll
©Ijiranaide, Nagatoro-san/Crunchyroll

Antes de tudo tenho que dizer que as palavras a seguir refletem minha opinião, ou seja, toda crítica que esse texto venha a receber deve ser feita tendo este artigo com o enfoque já que ele não representa a opinião do site.

Ijiranaide, Nagatoro-san/Crunchyroll
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É rapaziada, achou que Nagatoro-san ficaria apenas nas Primeiras impressões, achou errado, eu, deliberadamente, decidi trazer minha opinião (Quase) semanal desta obra de 12 episódios do Nanashi pela animação da Telecom Animation, que está disponível para nós pela toda poderosa Hime (Crunchyroll) para nós meros mortais que queríamos acompanhar as aventuras da Usaki tábua de passar, ou para o senpai dela: Nagatoro-san e sinceramente ela fez tudo nesses dois primeiros episódios, menos bullying.

Ijiranaide, Nagatoro-san/Crunchyroll
©Ijiranaide, Nagatoro-san/Crunchyroll

Antes de tudo os primeiros minutos do episódio inicial sempre deixam uma certa tensão no ar, afinal de contas tudo pode acontecer nesses primeiros episódios, pode afirmar os pontos dos “descurtidores” da obra, ou derrubar preconceitos inerentes em obras novas, principalmente um trabalho que gerou tanto barulho como foi Nagatoro-san, entretanto o fato de começar lentamente remeteu bastante o início de Takagi-san, pelo fato de referir muito uma nostalgia do tempo escolar, onde vemos os uniformes escolares que já circularam em nossas vidas, sei que isso é impossível já que muitos de vocês, inclusive este que vos fala, nunca viveu no Japão, mas já tivemos, ou têm, relações amistosas ou com acréscimos entre nossos colegas e isso independe da fronteira, até mesmo relações conflituosas e nesses primeiros minutos do episódio 1 não ocorre isso.

Ijiranaide, Nagatoro-san/Crunchyroll
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Por incrível que pareça as polêmicas pré-postas antes do lançamento da obra se mostraram falsas já que a Nagatoro de fato bulinou seu Senpai, mas ela sabia que passou dos limites e pediu desculpas logo após suas ações, fora que no segundo episódio não tivemos “bullying”, apenas zoação, nada esperado por aqueles que rogavam preconceitos na obra, o Senpai mostrou ter uma personalidade frágil que é perceptível até mesmo para Nagatoro, que logo passa tratar o consolado, o que remete bastante o relacionamento do Nishikata com Takagi, claro que a elevada idade dos dois permite ações que transmite uma aura mais adulta, mas a dinâmica da Nagatoro para seu veterano lembra muito o anime da Takagi-san, até mesmo o fato que o próprio anime é dividido em mini-histórias faz com que a comparação se torne inevitável.

Ijiranaide, Nagatoro-san/Crunchyroll
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O segundo episódio mostrou a comédia presente na narrativa e ainda demonstrou como a produção está empenhada para entregar um trabalho classe A, eu ri bastante nos dois segmentos do episódios, as piadas ecchis fugiram bastante do estereótipo atrelado a esse gênero, se no primeiro episódio não tivemos bullying, aqui é simplesmente um casalzinho de adolescentes que só não estão apaixonados por causa da virgindade do Senpai, já que esse último mostrou carregar o estereótipo mais atual de um Otaku, pelo menos para uma parcela da sociedade e para Otakus velhos de guerra, este episódio fixou o anime como um obrigatório para acompanhar, com uma produção excelente, uma narrativa cativante, uma direção com ótimos times cômicos e um capricho presente em cada fala dos personagens me fez querer saber mais sobre esta obra.

Ijiranaide, Nagatoro-san/Crunchyroll
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Mas saindo da narrativa para ir pro design e animação, um ponto notável no primeiro episódio, ainda perceptível no segundo, é o capricho no character design da própria Nagatoro-san, principalmente nos cabelos dela que mesmo sendo negros é possível reparar os fios de cabelo dela, essencialmente quando está contra o sol, a produção investiu bastante nela e a contraponto do Senpai que por si só possui um design simples, algo que o próprio mangá deixa claro nos primeiros capítulos, fora a fluídez estranha, que some no segundo pelo enfoque da produção, durante os quadros de animação que segue bastante a diagramação da obra original, o que é bom, pelo fato que no original é excelente, a direção que pareceu apagada no primeiro episódio mostrou a que veio no segundo com ótimas sacadas tanto para comédia quanto para o ecchi, o que já deixa Nagatoro-san a frente de Usaki-chan, já que a produção do último era para lá de estranha e não estou falando em aspectos “físicos”.

Ijiranaide, Nagatoro-san/Crunchyroll
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Depois de ver as reações do público logo após estes episódios, deu para reparar que a opinião sobre a Nagatoro, que por consequentemente resvala na obra, é bastante dividida, há aqueles que a defendiam, dizendo que não é nada demais, enquanto há outros que atacaram-na apenas por achar que ela foi longe demais, o que deixa irônico é justamente está gente que a ataca ser diferente do pessoal que criou um hate na série nos meses anteriores à estreia da obra, o que me surpreendeu já que esperava um contexto próximo ao lançamento de Usaki-chan: com os “lacradores” detestando a obra enquanto aqueles que são contra o SJW adorando, mas não, talvez seja o fato de que o próprio bullying possui uma reação negativa maior do que a famosa escapadinha japonesa da ONU, talvez seja o fato de ser uma mulher atraente agindo sadicamente cause uma irritação maior do que um anime onde estupro e tortura são celebrados de maneira sexual, ou até mesmo o fato que os odiadores da SJW sejam tão frágeis quanto o próprio SJW; não sei, só sei que tudo que a Nagatoro fez para seu senpai seja tudo a não ser bullying, como falei a obra remete bastante a Takagi-san, então já espero um final onde os dois se casam e sua convivência no tempo de colégio seja lembrado com risos e sorrisos.

Ijiranaide, Nagatoro-san/Crunchyroll
©Ijiranaide, Nagatoro-san/Crunchyroll

Basicamente era isso que tinha para falar da Nagatoro-san, como é uma ideia “nova” do site vai depender de vocês se este “quadro” continua ou não e ganhará mais frequência aqui no site comentando e clicando nos banners, caso você não tenha gostado comente também, mas sem usar palavras de baixo calão, pode conferir o texto inteiro que não usei nenhuma, então peço reciprocidade, bem é só isso, dia, tarde ou noite a todos que leram e até mais.

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Gabriel
Gabriel
22 dias atrás

Goste muito da análise, é incrível como esses canceladores são tão hipócritas e só querem um motivo pra cair em cima da obra, esse segundo ep foi bem incrível, o primeiro creio q foi só pra apresentar os personagens mas ss, eu gostaria muito de saber oq ce acha de todos os eps, msm q vc faça uma análise geral no final do anime, tmjt

Josias Santos de Souza
Josias Santos de Souza
21 dias atrás

Essa galera da turma do cancelamento é um bando de mal – amado, fala serio, sofri Bullying quase minha infância e adolescência toda e nem por isso odiei a obra, acho bem interessante a forma como o autor tem trabalhado a relação desses personagens, e a direção/produção desse anime está de parabéns. O site/blog também.

Gabriel
Gabriel
20 dias atrás

Excelente análise!