Estética e Atração — Um Problema no Ocidente Imagina se doer por conta de biquínis...

Josué Fraga Costa
(Redator)

Anime United
©Anime United

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As consequências de um fenômeno

Recentemente, Gameoverso explodiu na mídia com mais de 20 milhões de visualizações em poucas semanas. E, como era de se esperar, parte da internet já encontrou o grande vilão da história: duas mulheres bonitas usando biquíni… numa cena de praia. O que a falta do que fazer gera no ser humano, não é mesmo?

A única situação madura o bastante na animação: os traços, design e paleta de cores, que não vejo como pode melhorar para além de um polimento natural, normal para qualquer animação 2D, foi a única “problemática” que encontraram. As referências visuais de jogos como Megaman e Sonic são muito claras e criam um paralelo facilmente identificável para qualquer pessoa.

Outra obra que meramente citei rapidamente nessa matéria é Planetronika, que também fez sucesso recente, e inundou a internet de discussões sobre o enredo, proposta e semelhantes, não é mesmo? NÉ? Quem dera… e não foi somente algo aqui no Brasil — a Internet ocidental aloprou! As animações ocidentais também estão sofrendo dos mesmos paranoicos que falam dos animes, e que precisa ser destacado. Eu sei, eu sei; vocês dirão a mim que sou um pouco mais passional quanto a discussões. Mas, é melhor vocês me verem discutindo do que lavando roupa suja.

Gameoverso
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Pois meu lado jornalista com coleta de dados e informes diversos, com catalogação de datas e envolvidos ficou bem conhecido no texto ‘A Guerra Cultural aos Animes e Mangás – Anime United‘, e vocês não gostariam de vê-lo novamente. Vão por mim!

Queiram me ver dar um esporro por amor e zelo, como um pai corrigindo ao filho que ama — pois sendo um fã do entretenimento: esportes, animações, mangás, livros; tenho que me importar com este meio. Pois, se eu tiver que expor o rei nu, EU O FAREI! Kit e Deise Informação foram imediatamente acusadas de “sexualização”, “objetificação” e “padrão irreal de beleza”. O argumento de sempre: “isso afeta a autoestima das meninas.”

Só tem um detalhe engraçado nisso tudo: o design dos biquínis das personagens foi feito por uma mulher (Ashley Church). Mas claro, isso não importa quando a narrativa já está pronta. Enquanto isso, o golfinho bombado, o ciborgue sarado e outros personagens masculinos com físico de fisiculturista passam batido. Definir músculos em homem é “empoderamento.”

Um velho conhecido vem à tona

Gameoverso
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O pior é que esse tipo de crítica não é nova. É o mesmo script usado contra animes há anos: toda vez que uma personagem feminina é desenhada bonita, feminina e atraente, vira “sexualização tóxica”. Já um homem com tanquinho e ombros largos é só “estética de herói.” Vejam; os biquínis não marcam o corpo nas partes mais sensíveis, nem são pequenos ao ponto de deixar partes à mostra.

Acreditar que isto é “ignorar os vários biotipos de pessoas”, enquanto os homens da obra são mais variados em design, me parece burrice plena, por uma leitura tão porca e superficial. Para começo de conversa, confundir atributos e biotipo físico, com linhas e estilos de personagens, é simplesmente se declarar inepto para discutir qualquer detalhe artístico relevante.

E até então eu nem tinha percebido que todas as mulheres na série tem o mesmo tipo físico e chamativo. Como veremos à frente, realmente, as mulheres não possuem o mesmo tipo físico. A cegueira, típica de militantes idealistas desvairados, os impediu de aproveitar uma das melhores coisas apresentadas por novos artistas que surgem em boa hora, no entretenimento ocidental!

Gameoverso
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E porque fazer um texto sobre algo que não é novo? Você deve estar me perguntando. Simples! Ou você poda o galho para que toda a árvore tenha bons frutos, ou então, veja as pragas chegarem e destruírem tudo, por conta de um galho mal podado! Quem não se lembra do absurdo que fizeram contra Frieren, ao fazerem paralelos entre a intolerância da elfa contra os demônios, sugerindo que fosse análogo ao racismo?

Das duas, uma: ou estão comparando pretos a demônios (e sendo de família preta, isso me deixa muito preocupado), ou estão defendendo os demônios. Escolha a menos ruim. E que escolha, né? Se fizeram essa canalhice e colocaram numa problemática cotidiana em nosso mundo, o que não fariam com a nova sensação do momento, sobre beleza e semelhantes?

É retórico, pois já pregam que se você sentir desejos paternais por conta de Pragmata, você é um pedo! Olha, que “bacana”! Estou aqui para começar a tirar este preceito perigoso de nosso quintal, antes que eu também comece a puxar o estilingue até o extremo. E quem já leu meus textos nestes quatro anos de Anime United, sabe muito bem que sou capaz disso!

Quebrando um falso elo

Gameoverso
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Vamos desbancar a primeira mentira: Gameoverso e Planetronika não possuem personagens sexuais, nem que ao menos utilizam de sensualidade. E mesmo se tivesse, como muito bem pontuado pela youtuber inglesa Fionapollo no vídeo ‘Indie Pilots And The Death Of Critique‘: “as pessoas têm a permissão para tornar seus personagens atraentes”

Não somente isso, ignoram o incrível trabalho investido no design de cada uma, e o pior, denotam o preconceito real que é oriundo dessa turminha que se diz “importar com a mulher”, ao reduzir um design belo a um pedaço de carne. Kit é uma mulher-gato mecanizada, com manoplas e placas embutidas em sua composição. Ela é ágil, e tem de ser para encarar seus inimigos.

Seu corpo possui volume no quadril para sustentar as pernas fortes de seu corpo — perfil atlético totalmente justificável e realístico. O busto não é exagerado como o de Ilulu em Kobayashi-san, que de propósito, são deformados por ela não saber converter seu corpo de dragão, o que é parte do humor da personagem. Ela também não é uma garotinha, tendo a idade de 26 anos confirmada; é uma jovem adulta com muito prestígio e porte proporcional.

O encanto combativo de Kit

Gameoverso
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Ela é uma agente de combate que precisa ter agilidade e resposta rápida em seus movimentos. E tendo partes metálicas, mesmo que destacáveis, consequentemente transformou seu corpo de forma robusta, ainda que bem linear. A silhueta da Kit é pensada de forma reversa ou em blocos. O tronco dela é mais compacto e reto, enquanto as extremidades (luvas e botas) abrem o design.

Aqui vemos uma ampulheta esportiva genuína. O volume das luvas imensas na parte superior é equilibrado visualmente não pelas botas (que ainda são grandes), mas pela força e definição de seu núcleo abdominal e quadris. A fofura permanece, mas agora é a “casca” de uma guerreira cibernética e de uma exploradora de elite.

Seu biotipo é uma expressão visual perfeita de “Contraste em Harmonia”: a leveza e a fofura de um gato combinadas com a força e a durabilidade de uma máquina de combate. Ela é um exemplo de como o design de personagens de animação pode subverter as regras biológicas tradicionais para criar uma identidade visual única e inesquecível.

Gameoverso
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O equilíbrio de silhueta dela é genial. Colocar luvas e botas gigantescas em uma personagem e, ainda assim, fazer com que ela pareça ágil e leve (características de um gato) é um desafio imenso. O design resolve isso usando a anatomia de 26 anos a seu favor: a cintura fina e o núcleo musculoso servem como o “eixo” perfeito para dar dinamismo a essas massas pesadas.

A Kit é extremamente harmoniosa. Ela consegue atingir três pilares difíceis de conciliar: é fofa como um gato (expressão facial, orelhas, olhos expressivos), é atlética/atraente (busto e quadril bem proporcionados, cintura bem marcada, físico de quem treina) e é durona (a vibe de heroína de ação).

Ela não cai no clichê da sensualidade exagerada e barata; a beleza dela vem da saúde, da simetria e do carisma que o traço transmite. É o tipo de visual que se destaca instantaneamente em qualquer tela. Ao dar a ela curvas bem definidas (busto perceptível, cintura fina e quadril marcado), o designer garantiu que a feminilidade e a identidade orgânica da personagem não fossem engolidas pela tecnologia.

O charme imponente de Deise Informação

Gameoverso
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Se a Kit era o equilíbrio perfeito entre a fofura biológica e a força mecânica, essa nova personagem — que traz uma vibe clara de “antagonista cheia de classe” ou rival — joga em um tabuleiro completamente diferente. Por ser uma mulher plenamente biológica em um universo cheio de robôs, o design dela precisa gritar “humanidade e poder orgânico”, mas de uma forma estilizada e imponente.

Ela possui membros inferiores e quadris massivos, largos e curvilíneos. Na linguagem visual, coxas e quadris grossos transmitem estabilidade, maturidade e uma presença física esmagadora (vide Alcina Dimitrescu). Ela não precisa de botas robóticas para parecer pesada ou firme no chão; a própria musculatura e estrutura óssea dela dão conta disso.

A cintura é incrivelmente fina, criando um contraste absurdo com o quadril (um efeito pear-shaped ou ampulheta bem trabalhado). Seus ombros têm uma postura imponente e o busto é destacado por um detalhe geométrico dourado na roupa. O resultado é um biotipo de “Femme Fatale” ou “Matriarca de Combate“: curvas poderosas, silhueta madura e uma presença imponente que contrasta com os robôs sem alma do cenário.

Gameoverso
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O design cumpre perfeitamente o papel de destacar uma humana pura em um mundo de máquinas: ela usa saltos, linhas orgânicas notórias e uma postura de superioridade que nenhum robô consegue replicar. O rabo de cavalo gigante é uma escolha ousada que funciona muito bem para equilibrar a silhueta.

Ela apela para um nicho diferente da Kit. Enquanto a Kit é a “gatinha heroína e carismática”, Deise Informação é a “antagonista/rival estilosa e intimidadora”. Ela é bonita de uma forma madura, magnética e perigosa. O olhar confiante, os lábios escuros e as curvas biológicas acentuadas dão a ela uma presença vilanesca (ou de anti-heroína) incrivelmente atraente.

O design corporal dela é impecável para a proposta da personagem. Ela entrega um visual maduro, esteticamente muito atraente e com uma silhueta limpa, que funciona extremamente bem em animação 2D, porque gera poses dinâmicas muito claras e fáceis de ler na tela. É a pura beleza anatômica clássica contrastando com o mundo futurista e robótico de Gameoverso.

Diferentes propostas — variedade indiscutível!

Gameoverso
©Gameoverso

Elas são completamente diferentes — quase opostas na verdade! O que torna o design dos personagens de Gameoverso tão rico é justamente como o desenhista usou caminhos totalmente distintos para criar duas mulheres marcantes e atraentes. O design de Kit mistura muito bem o círculo com o quadrado. O rosto redondo, os olhos gigantes e as orelhas trazem o elemento felino fofo, amigável e heroico, enquanto as partes mecânicas trazem os blocos sólidos. Ela é o arquétipo da “Action Girl” carismática.

Deise Informação é dominada por triângulos, ângulos e linhas afiadas. O queixo pontudo, as sobrancelhas arqueadas e expressivas, o coque e os bicos da roupa indicam uma personalidade imponente, astuta, perigosa e madura. Ela é o arquétipo perfeito da “Femme Fatale” ou rival sofisticada.

Elas são o perfeito exemplo de contraste complementar. Enquanto a Kit conquista pelo carisma, fofura e design híbrido de ação, Deise Informação domina a tela com maturidade, curvas acentuadas clássicas e uma presença puramente orgânica e intimidadora. Ambas são adultas e atléticas, mas desenhadas com intuitos visuais totalmente opostos!

Butterfly — o gostinho dos anos 2000

Planetronika
©Planetronika

Ao contrário da Deise (que tem uma estrutura pesada e realista no quadril) e da Kit (que usa blocos mecânicos), o corpo da Butterfly é pura fluidez geométrica contínua. O design dela faz uma alusão sutil à anatomia de uma borboleta real, dividida em três seções muito claras. O tórax é proeminente, a cintura é fina como um fio (quase um ponto de articulação de brinquedo), e o quadril se expande de forma perfeitamente arredondada.

A Butterfly é um contraponto perfeito para as personagens anteriores. Enquanto a Kit foca em “força bruta/combate de impacto” e a Deise em “maturidade/presença vilanesca”, a Butterfly é o ápice do design aerodinâmico e gracioso. Ela foi feita para voar, correr e se mover com elegância futurista.

O traço dela é limpo, puramente vetorial e gráfico, mostrando que Planetronika aposta em um estilo visual mais estilizado, focado na silhueta e no movimento puro! Butterfly representa a elegância gráfica e o minimalismo retro futurista. O design dela é uma aula de como usar poucas linhas para criar um impacto estético gigante, resultando em uma personagem leve, imponente pelas proporções e extremamente agradável aos olhos.

A falsa moralidade exposta

Gameoverso
©Gameoverso

O mais irônico é ver perfis que enchem a timeline de artes extremamente sexualizadas, com peitos gigantes, poses provocantes e zero roupa, de repente virarem moralistas quando uma animação independente desenha uma mulher-gato bonita de biquíni. Estava vendo opiniões do público, até me deparar com um vídeo no Instagram da Mellancolica, muito vago e cheio de equívocos sobre a obra — focando especificamente na paranoia de “sexualização”. Um perfil me responde desta forma:

“Isso tá muito literal, sexualização é uma conotação atribuída na grande maioria das vezes nas personagens femininas, (que é o principal problema) isso implica nas roupas, moda de agir ou no contexto da história. Tipo, fazer uma mulher que é uma guerreira usar um tipo de biquíni ao invés de uma armadura. E até então eu nem tinha percebido que todas as mulheres na série tem o mesmo tipo físico e chamativo. E por eu ser adulto é fácil perceber quando uma personagem só existe para ser desejada, isso não me afeta, mas afeta e muito na autoestima das meninas que vão assistir essas séries ou jogar alguns jogos que sofrem desse mal. pois esse padrão elimina os corpos reais e “não atraentes”.

Que desculpinha esfarrapada, sinceramente. O perfil do cidadão, que não exporei o nome pois não estou lavando a roupa (pelo menos neste texto) está abarrotada de artes “duvidosas”. Duas delas, mostrando mulheres tapando seus peitos com as mãos. Irônico, eu diria! É isso que me irrita. Não é uma crítica honesta de design. É puritanismo seletivo disfarçado de preocupação com autoestima. Corpo masculino hipersexualizado = arte. Corpo feminino atraente = violência simbólica.

Nada novo debaixo do sol

Foto - Instagram
©Foto – Instagram

O ser humano vive de padrões, pois eles moldam rotinas e decisões de maneira segura e plena. Padrões são ciclos virtualmente infinitos como uma aliança; que para ser desfeita precisa de uma ruptura do mesmo grau aplicado para sua criação. Como em todo ciclo, este caso torna a repetir-se e utilizando do mesmo modus operandi.

16 anos atrás, mais precisamente em 07 de outubro de 2010, um artigo muito controverso foi escrito e já mostrava que um grande problema estava para nascer: ‘Editorial: Bayonetta é um feminismo da nova escola‘. Bayonetta é um ícone indiscutível dos games: ela é bela ao ponto do incomparável, sabendo ser sensual e provocativa de forma única; forte de forma sobre-humana, num combo magistralmente criado pelo gigante Hideki Kamiya.

Mas, tem uma pegadinha que poucos, inclusive, este ser que escreveu essa matéria ridícula, não compreenderam: Bayonetta é um design da igualmente gigante, Mari Shimazaki (que bateu o pau na mesa, e não aceitou um ponto contrário ao design da grandiosa Cereza). Quem diria, uma mulher, fazendo uma mulher espetacular em todos os quesitos, não é mesmo?

O grande incômodo

Gameoverso
©Gameoverso

A matéria começa de maneira icônica: “Aviso: Este artigo é obra de um único escritor e não reflete necessariamente as opiniões do gamrFeed ou do VGChartz“. Detalhe, praticamente não há estes avisos em outros artigos no site. Já antecipando que essa bucha o site não compra para si. O texto em si já denota o grande problema disso tudo que vemos hoje em dia: “Meu foco hoje: Bayonetta é uma heroína feminista.”

“Primeiro, sou feminista. Sinceramente, acho difícil imaginar alguém que não seria. Considero-me sortuda por ter sido cercada de modelos femininos fortes e reconheço que nem todos são tão privilegiados. Até a história de Bayonetta é uma referência à sua própria filosofia. A história é ruim e não faz sentido, mas ao mesmo tempo, o jogo parece dizer: “Se você quer história, leia um maldito livro. Se você quer excelência incomparável na jogabilidade, eu sou sua mulher.”

“O design dos personagens de Bayonetta também é uma referência ao feminismo. Não há super poodles tamanho zero por aqui. Nada de garotas chibi. Bayonetta tem o formato de uma adulta totalmente madura. É quase revigorante. Em vez de sexualizar outra garota do ensino médio, ela já cresceu.”

Bayonetta
©Bayonetta

“A imagem da bruxa também é importante. Bruxas eram as excluídas que faziam o que queriam, precisando de certo anonimato para se esconder do pensamento social retrógrado. As bruxas faziam coisas pelas pessoas. Eram as parteiras, as curandeiras, as educadoras; Elas eram instrumentos de melhoria social, e as pessoas as temiam.”

“Certo, já chega por enquanto; Acho que já deixei meu ponto claro. Estou tentando me conter ativamente para não jogar porque deveria estar terminando este artigo, tal é a extensão do meu amor por Bayonetta, minha heroína feminista supersexualizada.”

Meu pai amado, já chega mesmo! O texto humilha o enredo do jogo, fica com vergonha das partes sexualizadas de Bayonetta, e aqui, de fato, sexualizadas (sem problemas), e a toma pra si como uma “heroína feminista”, coisa que Bayonetta não é! A grande problemática, e que estamos a ver por estes malucos que comentam sobre o design de três personagens distintas entre si, como já estabeleci anteriormente: quando é deles, está tudo bem! E Ai de quem não seguir com a trupe (como os animes e mangás).

O que não se deve fazer (outra vez)

Bayonetta
©Bayonetta

Além da usurpação de um ícone, por falta de um que adorne o conceito feminista em si. E fiquem tranquilos, não estou entrando contra a militância — irrelevante o bastante para mim neste ponto. Tal qual o cidadão lá atrás, “preocupado” com a autoestima das mulheres, mas que escancaradamente desenha personagens de cunho realmente sexual, isso tudo mostra o que deve ser podado.

Não a opinião, pois censura é algo banal e de pessoas que estão abandonando sua humanidade. Pelo contrário, que falem mesmo, para sabermos quem são e o que fazem! Você compreende a hipocrisia e contrassenso do cidadão, quando percebe que não há problemas na “sensualidade” que personagens que ele possui, mas há quando eles não atendem à sua agenda!

Lara Croft foi outra quem não escapou disso, e sofreu com um filme horroroso, e uma animação que simplesmente confirma isto que digo. A beleza se tornou um problema no Ocidente nos últimos 16 anos, e foi sendo percebido aos tantos, não aos poucos; séries, filmes e jogos não escaparam das atrocidades destes autoproclamados “defensores” de algo.

Tomb Raider
©Tomb Raider

E para minha grata surpresa, artistas nos mais variados ramos estão enxergando isso e desprezando veementemente esta corja que emergiu das trevas. Ashley Church, responsável adjunta ao lado de Ross O’Donovan, é uma artista digital sem um passado na grande mídia. Não somente ela, mas outros nomes de Gameoverso, O Incrível Circo Digital, Rafael Andaya e sua criação Planetronika, são da mesma forma, estrangeiros do núcleo midiático corrompido.

E isso é um ultraje para quem ainda não virou a chave em 2026, e não compreendeu que a loucura do DEI ACABOU! Ser atrativo não é meramente demonstrar um físico apto e belo, é cativar a atenção e simpatia do espectador. Sem que haja tal aspecto, não há arte que se mantenha de pé!

Se até mulheres como a Feh Dub (que de maneira herege, esqueci de colocar na matéria como uma das dubladoras em português) chamaram a Kit de gostosa em plena live na Internet, porque há malucos que teimam em negar este aspecto tão fundamental? Isso é teimosia desvairada ? É problema cognitivo a ser tratado num psicanalista? É canalhice de gente mal intencionada? Ou é burrice plena — o que mais me assusta nisso tudo.

A poda necessária

Gameoverso
©Gameoverso

Vendo pessoas preferindo uma roupa de mergulho para Kit e Deise Informação, para não chamar a atenção e ter praticidade real, quando ambas respiram na água pelo simples fato de que NÃO SÃO REAIS, é de cair o queixo por tamanha ineptidão! Já cansei de falar isso aqui, e repito até não poder mais: não podemos guiar o fictício pelo que é real!

Mas Josué, estão fazendo R34 delas, veja bem… VEJA BEM, UMA OVA! Como explicar que há material pornográfico de Pokémon? A pornografia é um problema que não será solucionado (a não ser que chova saraiva do céu) — é um problema crônico da humanidade, infelizmente. Mas, crer que não fazer belas personagens evitará tal coisa, vem na mesma linha irracional dos que creem que adotar pessoas é melhor do que colocar um bacuri no mundo. Um não nada haver com o outro, e um não soluciona o problema do outro!

Se sua resposta contrária a pornografia é tirar a atratividade das pessoas, e principalmente, mulheres; já que, como abordei, homens ‘deliciosos’ “não tem problema”, para estes esquizofrênicos, você realmente clama por ajuda! Aliás, vejo que isso está sendo danoso para a imagem da mulher, ao retirar sua feminilidade, desfigurando-a a um ponto profano. Deixando-a irrelevante, tal qual um homem sem sua virilidade masculina — verdadeiras árvores infrutíferas e disfuncionais.

Gameoverso
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Basta dessa maluquice que se tornaram estes comentários vis sobre “sexualização” e “objetificação”. Vocês sequer compreendem o verdadeiro significado destas expressões, pois se soubessem, estavam falando sobre o que Funk e Sertanejo Universitário fazem há décadas! Mas não o fazem, né? Curioso…

Voltem seus olhos para o que é belo, justo, puro, tudo que é amável, tudo que é de boa fama, com virtude e louvor, antes que se corrompam como os que ainda insistem em retirar o que legitimamente compõe o ser humano. Ainda dá tempo! E se não abaixarem suas armas torpes, preparem-se: o Nuremberg digital chegará para cada um de vocês — e assim como foi com os nazistas, será implacável com vocês!

Gameoverso
©Gameoverso

Sempre lembro do que o grande Hideaki Anno disse sobre as partes que menos gostava em Neon Genesis Evangelion: “as partes em que me vejo”. Parem com essa ânsia de se verem exatamente num personagem — esse reflexo é imundo e os levará à ruina. Gameoverso e Planetronika são um fôlego tão desejado e aguardado por nós, verdadeiros fãs da cultura ocidental. E não há volta!


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