MAO: história nova, velhos elementos O mangá é novidade, entretanto, a história parece ser apenas mais do mesmo

Welerson Silva
(Redator do Blog)
@welcr_silva
MAO
© MAO/Shounen Sunday

MAO, o novo mangá de Rumiko Takahashi, é interessante, não nego. Porém, quem já conhece a mangaká e está habituado a outros trabalhos da autora, irá perceber uma leve semelhança com obras passadas, principalmente com InuYasha, que poderia ser taxado como sua obra mais icônica.

A história segue um plot singular, mas é possível notar, se analisar bem, que há muitas coisas similares às suas outras produções. Isso não é de todo mal, uma vez que a autora tem uma metodologia de trabalho e segue com ela sempre em novos projetos.

É o famoso ditado: “time que está ganhando, não se mexe.” Em contrapartida, para mostrar como talvez esse ditado seja uma verdade, basta olhar para Masashi Kishimoto, que acabou mudando radicalmente seu gênero e no final deu no que deu.

Pragmaticamente, não acredito que exista uma fórmula mágica para o sucesso. Tudo se embasa no método de tentativas e erros. Algumas simplesmente dão certo, outras fracassam miseravelmente. Mas existem aqueles casos que permanecer com o padrão também funciona.

© MAO
© MAO/Shounen Sunday

O plot de MAO

Em MAO, somos apresentados à protagonista chamada Nanoka KibaNanoka é uma estudante do ensino médio. Há oito anos, ela sofreu um grave acidente de carro junto com sua família, levando a garota quase a beira da morte. Mas por algum motivo sobrenatural, Nanoka sobreviveu.

Desde então, a garota possuía certas sensações e habilidades sobrenaturais que ainda não haviam sido despertadas. O fato é que estavam ali, bastava somente o gatilho. E em um determinado dia, ela acaba voltando para o local do acidente e avista um enorme portão que dava entrada a um grande comércio.

A entrada se tratava de um portal dimensional, que transportou a menina para uma outra época. Naquele mundo, existiam inúmeros seres sobrenaturais. Um deles acaba atacando a garota que sofre alguns ferimentos. Nesse momento surge um garoto jovem e forte que a salva do perigo, seu nome era MAO.

Basicamente esta é a premissa cerne deste mangá. Como mencionado anteriormente, o mangá é novo, mas a fórmula é antiga. Todavia, isso não faz da obra algo ruim. Já adianto que vale a pena dar uma conferida, porque ela consegue ser interessante.

© MAO
© MAO/Shounen Sunday

MAO ou InuYasha?

É fácil se perder de vez em quando no plot achando que se está lendo InuYasha, uma obra também escrita e ilustrada por Rumiko. As semelhanças são muitas, principalmente com o personagem principal masculino. Mas, claro, aqui entramos no mérito dos traços da autora. Era de se esperar que houvesse uma certa convergência.

Em determinados capítulos, cheguei a presenciar outras pessoas confundindo o protagonista com o Inu Yasha, logo isso denota que realmente as aparências estão bem acentuadas. Entretanto, não ficando restrito somente aos aspectos dos traços no mangá, o enredo também é muito similar.

A obra basicamente segue o mesmo padrão: uma garota colegial que passa por experiência sobrenatural, encontra um garoto do outro mundo e, juntos, começam a solucionar problemas do outro mundo na busca de uma resposta para seus dilemas.

Outra obra de Rumiko que também segue essa linha é Kyoukai no Rinne. Logo, percebe-se claramente um padrão da mangaká na hora de desenvolver suas histórias. E como já elencado acima, não é que seja errado. Se funciona, então tudo certo. Mas que é mais do mesmo, isso é fato.

© MAO
© MAO/Shounen Sunday

Não entreguei tudo da história neste texto para poder deixar você que se interessou ser surpreendido pelos eventos que norteiam esse mangá.

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Oi parceiro, eu li o seu artigo 🙂